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Por que 2026 expõe os limites e o potencial real do conteúdo gerado por IA

Artigos

14 de janeiro de 2026

Por que 2026 expõe os limites e o potencial real do conteúdo gerado por IA
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A inteligência artificial consolidou-se como um dos principais motores de produtividade no Marketing de conteúdo. Ferramentas generativas passaram a ocupar o centro das rotinas criativas, prometendo mais velocidade, redução de custos e presença constante nos canais digitais. À medida que a adoção se amplia, cresce também o alerta de que escala sem estratégia pode comprometer diferenciação, coerência de marca e conexão real com o público.

Embora a tecnologia permita produzir mais em menos tempo, muitas marcas podem confundir automação com inteligência criativa. O resultado é um volume crescente de conteúdos tecnicamente corretos, porém genéricos, previsíveis e pouco memoráveis. Em um cenário em que todos utilizam as mesmas ferramentas, o risco não está em usar IA, mas em fazê-lo sem um direcionamento claro de identidade, narrativa e intenção.

Um dos equívocos mais recorrentes na adoção da IA, segundo Shelley Friesen, fundadora e diretora da Melbourne Social Co, é tratar a tecnologia como substituta direta da criatividade humana. Para ela, marcas estão colocando a IA no centro da produção quando, estrategicamente, ela deveria atuar como suporte. “Muitas empresas acreditam que o principal valor da IA está em criar conteúdo. Na prática, sua maior força está ao redor do conteúdo — na organização, no planejamento e na eficiência dos processos”, afirmou Friesen em um artigo.

 

Essa inversão de lógica tem consequências diretas. Ao priorizar volume, marcas acabam saturando seus canais com mensagens que seguem padrões semelhantes, com pouca profundidade emocional ou relevância contextual. Friesen destaca que, em um ambiente digital já sobrecarregado, conteúdos que soam automatizados tendem a gerar menos engajamento e confiança. Para ela, o público percebe quando falta intenção humana por trás da mensagem, especialmente em narrativas institucionais, branding e posicionamento.

Achatamento criativo precisa ser analisado de perto

A análise converge com a visão de Zoe Goodhardt, partner e head of growth da TAG, que aponta um efeito colateral menos discutido da inteligência artificial: o achatamento criativo. Goodhardt argumenta que a IA é extremamente eficiente em reproduzir o que já existe, mas pouco eficaz em criar algo verdadeiramente distinto. “A IA acelera a criação de conteúdo, mas também o torna mais plano. Ela otimiza padrões médios, e isso pode ser perigoso para marcas que dependem de diferenciação”, pontua.

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